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25.10.07

garoa
 
chove com insistência
num derrame de gotas modorrentas
e as folhas molhadas
espargem brilhos ao redor
todos os sentidos preguiçosos
trabalham à meia luz
cheiros, sons e paladares
brotam da terra em cio
fazendo um torpor vazio
emudecer os meus ais...

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24.10.07

dilemas
 
         Relacionamentos são variáveis como os estados da matéria. O que difere é que geralmente os idealizamos como paixão que é fusão incandescente e contínua. Mas como estamos sujeitos ao clima e às condições do ambiente – se ao invés de esquentar, esfria – podemos ter uma solidificação que cristaliza os corpos antes da fusão, causando extrema frustração. Existe ainda o risco da evaporação quando os sentimentos são muito líquidos e demasiadamente expostos às suas chamas, fazendo ruir todo aquele assombro inicial. Riscos menores correm a paixão domada que podemos chamar de amor ou a amizade que é o amor imune da paixão desordenada.
Mas estar vivo é correr riscos e é melhor dar a cara pra bater correndo esses riscos do que se camuflar para não sofrer e assim tampouco viver a vida em toda a intensidade de seu colorido...

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22.10.07

é assim...
 
acordei de algum sonho
tantos dias se passaram
se aqui o tempo engrena
mais ali também engana
distorcida no espelho
minha imagem espartana
barba cabelo e bigode
omissos e alquebrados
nem levantem suas vozes
pois meus tímpanos atrozes
já não reverberam mais
vivo mudo de silêncio
encrespando minhas ondas
invadindo mil terrenos
nas fantasias dos anos
se vislumbro o crepúsculo
não reteso nenhum músculo
nenhuma coisa me espanta
o tempo escoa e não pára
tem começo meio e fim
a vida é simples assim...

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15.10.07

palavra
 
as palavras são faíscas
incendeiam, tiram lascas
servem para desvendar
ou recobrem feito cascas
falam de tudo o que há
no peito, alma e na mente
daquilo que circunscreve
das coisas que vão surgir
acontecimentos passados
e mesmo das fantasias
mas quando a palavra cala
dá-se à luz a poesia



PS.: texto antigo, de 15/07/2004, postado lá no semi-abandonado "Verso & Prosa"

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14.10.07

lua e estrelas
 
meu desvelo
tem a lógica quebrada
da penumbra
em sombra e luz
roubada do teu olhar
sempre altivo e lisongeiro
às vezes contemplativo
que me enfoca ou me sufoca
não sei o que vem primeiro
mas conservo este brilho
no sótão do meu porão
no sonho e na fantasia
nas estrelas
do meu chão

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11.10.07

tres tempos
 
resseca a tez
à insensatez
do sol neste relento
a seca do rebento
sido no passado
que ainda camuflado
segue sendo
e que um dia
no futuro mais longínquo
contrário ao seu destino
anseia com afinco
de novo ser
menino...

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8.10.07

porfia
 
a mistura exótica
de tristeza e alegria
de estranhos sorrisos
enquanto chora em tangos
o bandoneon na penumbra
um par desliza em movimentos
ora suaves ora bruscos
trocando rubros olhares
lúbricos calientes
parece ocasional
mas é fatal
que desse encontro
de aparência lúdica
a dor e o fardo
do existir
mergulhe a ambos
no elixir amargo
da volúpia
agredindo o espaço
o corpo e seu regaço
até o seu ocaso
no final da noite
quando ao lusco fusco
do raiar o dia
algo começa
algo termina
tudo porfia...

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3.10.07

infância desvalida
 
a garotinha sardenta
de olhar suplicante
tão pequena
parecia disfarçar
soluços proibidos
quisera um instante a embalar
e aconchegá-la com ternura
mas reservada e distante
pela desconfiança ou medo
renegava aproximações
sequer algum trocado
ausente e solitária
impermeável a qualquer afeto
jamais sorria...
dias depois uma sirene alucinada
da ambulância que levava
o corpo inerte da criança
que fora atropelada
ali na sua esquina
de todo abandonada
e só uma menina

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1.10.07

papel do Pão
 
Pão nosso
Que hoje nos sacia
Fruto do labor
De todo dia
Alimente a vida
Corpo e alma
Em todas as porfias
Nos ilumine o olhar
E nos permita ver
Além das aparências
Desperte a gratidão
Por todas as coisas belas
Grandes e pequenas
Deste dia
E nos ajude a ser
Fermentos de alegria
A vos agradecer
Pai Nosso...

Ps. Esta pequena poesia em formato de oração nasceu inspirada pela convocação da Loba para conhecer e participar do criativo projeto Pão & Poesia do poeta mineiro Diovvani Mendonça.

verbo rasgado por tarciso