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30.9.07

avareza
 
amanheço avaro de calor
embora febril
não me divido
não compartilho
já não serei teu cobertor
refém das tantas juras
dos teus lábios impuros
me sinto tão cansado
espoliado
passou a fase dos arroubos
e agora só rumino fantasias
rescaldo daqueles dias
dos beijos roubados
das brincadeiras proibidas
durante as noitadas insones
sem campainhas, sem telefones
sem luxos ou regalias
apenas nós dois
selvagemente apaixonados
em nosso ninho de amor

verbo rasgado por tarciso


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28.9.07

palpitações
 
porque há perigos
imaginários e reais
nessa contenda de viver
os medos se escondem
nos verbos e frases feitas
nos pensamentos obscuros
em seus cômodos escuros
e de súbito emergem
carrancas ameaçadoras
a despertar suor,
e o fedor, e o esgar
e o disparar no corredor
até seu coração parar
ou até ele acordar
se não é fato é pesadelo
como sabê-lo
como sabê-lo...

verbo rasgado por tarciso


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24.9.07

não quero falar do tempo
 
        A poesia parece caprichosamente se esquivar de mim e o clima é um tema saturado para mais uma crônica de queixumes. Assim prefiro poupar-me e aos eventuais transeuntes virtuais das minhas elucubrações sobre as instabilidades climáticas. Estou enrolando, eu sei. Se fosse um escritor de verdade talvez eu já tivesse encontrado um rumo para este texto. Mas não, não tenho a menor idéia de onde isso vai dar. Não é a primeira vez que escrevo assim nessa linha aleatória. Sinto que devo fazê-lo hoje pois afinal descobri um site interessante que recomendo e que faculta aos blogueiros inserir uma citação diária em seus sites. No meu caso, inseri aí no ponto mais alto, feito um chamativo para emoldurar meus posts. O pensamento de La Fontaine, hoje citado, diz que o sujeito que não faz barulho é uma pessoa perigosa. Por via das dúvidas - e para não soar perigoso, - resolvi romper meu silêncio blogueiro e reagir contra a preguiça tupiniquim que me assola nestes últimos dias. Antigamente escrevia nos meus cadernos - algumas vezes durante as aulas - e perdi todos aqueles escritos antigos, exceto alguns datilografados enquanto estava no escritório, durante o expediente. Textos por conta do patrão. Estes não se perderam e os conservo dentro dum envelope já amarelado pelos anos. Até acho que já postei dois ou tres deles por aqui. Tenho percebido com clareza, ultimamente, que vale a pena a guerra interior que travo para manter aceso meu renitente otimismo, embora em muitas ocasiões um instinto poderoso me arraste para sensações de desencanto. Olho para o espelho e ele parece me acusar: relaxado! Estou engordando, vejo rarear cada vez mais os fios de cabelo e me sinto impotente para reagir contra esse apetite juvenil que me devora ultimamente. Não resisto a alguns quitutes, especialmente salada de frutas e bombons. Me engano bem nestas ocasiões: "só mais um pouquinho..." A sorte é que durante os dias úteis da semana tenho conseguido ser mais moderado e resistido mais à gula. Como sou otimista e insisto em sê-lo, sei que algum dia vou abandonar essa preguiça que me faz sedentário, retomando meus antigos joggings e caminhadas e vou começar a fazer natação ou algo que o valha. Valha-me Deus!
Uma coisa é certa, escrevendo desse jeito, não posso reclamar da audiência ausente ou silenciosa. A serventia de me forçar à escrita é que daqui um tempo volto e leio o que escrevi e, se não me envergonhar e apagar tudo, recordarei algo desse tempo de mediocridade literária... E isso é mais que nada ter para contar às minhas futuras gerações...

verbo rasgado por tarciso


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13.9.07

teimosia cívica
 





       Hoje eu devia estar muito zangado, afinal consumou-se o que já era esperado. Azedume. Mas por estranho fado que me acompanha, eis-me a cantar no lugar de vociferar imprecações. Eu creio em nossa gente e creio na justiça, ainda que falível, do ser humano. E creio firmemente que nas entranhas da humanidade corre um rio que reclama a pureza e a perfeição dos atos, tanto quanto a agulha da bússola procura o norte.
       Eu devia me sentir cansado e impotente com o amargo que na véspera havia tomado conta do meu ser. O desânimo devia estar no controle, mas não, eis ao leme o mesmo crédulo otimista virador de páginas vencidas. A minha terra, a minha gente, a minha luta – não haveremos de perecer sob os escombros dessa elite ignóbil que se encastelou nos palácios e se locupleta a não mais poder. Fugir-lhes-á o poder numa hora inesperada que, no entanto, já se insinua no horizonte. Esta Terra de Santa Cruz há de fazer tremular a bandeira da vitória!!!


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4.9.07

confiança
 
A circunstância que é eventual não pode prevalecer sobre o enredo geral da história. A vida engloba todas as circunstâncias, todos os momentos, todos os fracassos, todos os sucessos. Tudo. Há momentos em que nos sentimos profundamente desanimados. De nós mesmos, das pessoas à nossa volta, do nosso trabalho, do nosso lazer, do nosso futuro... Mas temos a capacidade de escolher os nossos pensamentos e estes são determinantes para constituir os adjetivos da nossa personalidade e estabelecer o nosso estado de humor e ânimo com que fazemos as nossas escolhas substantivas na existência. Há pessoas amargas e pessimistas. Há pessoas entusiasmadas e otimistas. Os amargos sorriem ocasionalmente, os otimistas choram de vez em quando. Mas não se pode medir uns e outros pelo que tem de circunstancial, seja um sorriso ou uma lágrima... Depois de uma longa experiência pessimista na juventude e início da vida adulta, agora, na maturidade prefiro sorrir e crer - e o faço na maior parte do tempo. Escolhi pensar com otimismo e enxergar a vida com lentes ensolaradas e em cores vivas... Nem todo mundo compreende ou aceita essas escolhas. Respeito críticos e críticas, - mas não me abalo e os deixo para lá em seus enfoques biliares. Quanto a mim, até onde puder, pretendo perseverar neste otimismo que só me tem feito bem! Se na vida nem tudo são rosas e as quedas são inevitáveis - mesmo para os otimistas - estes não costumam ficar caídos se lamentando. Levantam, sacodem a poeira e dão a volta por cima - como sugere poeticamente Paulo Vanzolini, no samba imortalizado pelo saudoso Noite Ilustrada.

verbo rasgado por tarciso


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2.9.07

promessas
 
hoje concordo com tudo
já não enfrento a intempérie
nem o fragor de tantas águas
e acumulei as tuas mágoas
num pote de cristal
zumbidos ecoam no silêncio
e se parecem com gemidos
que árvores antigas
multiplicam ao vento
sim, existe sofrimento
aqui dentro
aí dentro e também fora
existe em todo lugar
mas há uma promessa de sorriso
e é nisso que se deve arriscar
todas as fichas
todas as rotas
todas as vias
até a escuridão estremecer de luz
mandando a alegria emergir
com sua energia a explodir
rasgando a alvorada
fazendo um novo dia clarear...

verbo rasgado por tarciso


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1.9.07

abraços no vazio
 
me abraço
no abraço
que dou em você
indiferente
não vejo qualquer reação
nem diz que sim
nem diz que não
nenhum sorriso
nenhum calor exala
faz frio aqui na sala
resta fugir para o meu canto
e hibernar os meus sentidos
adormecer o coração
e esperar
e te esperar
e esperar...

verbo rasgado por tarciso