H@_VIDA_DEPOIS_DOS_40
Make your own free website on Tripod.com







Nome: Tarciso






Contatos:

meu e-mail





meu site sobre o dízimo
e outros temas católicos:


Minha Página Católica

This page is 

powered by Blogger. Isn't yours?

apadrinhe uma criança
apadrinhe uma criança


CAROS NAVEGANTES:

os textos deste blog são de minha autoria, exceto quando for citada outra fonte




Blogs Coletivos
nos quais contribuo:


verso&prosa
encadeados


aos quatro
ventos







BLOGS PREDILETOS:

Não peço permissão para linkar (e, óbvio, deslinkar), mas se alguém não permitir o link aqui basta me alertar que eu removo, ok?!:

blog da
loba


blog do
camafunga


blog do
dirceu


coisas
de tio


cora
coralina


doce
rotina


entra
quem quer


fluxo da
consciência


jeanete
ruaro


joão
poeta


marcos
caiado


nada
demais


o micróbio e
suas infecções


oceanos
e desertos


pedro
paez


poeta
morto


pretensos
colóquios


profana
inquisição


rebel
bia


regis
marques


retalhos e
pensamentos


rodrigo setti's
place


sonhos
e utopias


teatro
da mente









O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil



Anel de Poesia
[ Inscreva seu site | | lista dos sites ]
[ aleatorio | <Anterior | Proxima> ]



tô no Blog List












online












31.12.05

Reveillon
 
Estou aqui ouvindo ao fundo o som do mar.
O calor não incomoda porque uma brisa insinuante me distrai.
Penso como a vida é simples quando não a complicamos
Há muito de efêmero na existência, mas há circunstâncias que se
repetem e nos trazem uma sensação de bem estar e segurança.
O lar, o folguedo das crianças, a alegria que nos envolve
em cada reveillon.
Tem sido assim...
Uma vida pacata e simples
Às vezes um sobressalto, lágrimas por vidas que nos deixam de repente,
pessoas amadas tragadas pela eternidade.
Mas não nos podemos abater além da medida - porque é esse o nosso destino.
A fé nos consola, nos sustenta e nos permite seguir avante.
Eu gosto de viver - mas não me incomoda em excesso a certeza de que um dia
irei morrer...
Uma mudança de ano é apenas uma convenção - mas sempre nos ajuda
a refletir sobre a vida, sua beleza, sua transitoriedade e sua condição
de trampolim para a eternidade...
Feliz Ano Bom, Feliz 2006!!!

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



29.12.05

pavores noturnos
 
tenho medos
do escuro e seus fantasmas
das dores e dos cataplasmas
das matronas impiedosas
e padrastos pervertidos
tenho medo do menino
assustado que há em mim
pois sempre arrisca vir e me levar
para o seu mundo
que é meu mundo no passado
e padecer de novo
os terrores noturnos
e pesadelos infindáveis
dos corpos pálidos em caixões
o aroma pestilento da morte
espreitando sem ternura
nas dobras do tempo
com olhos de serpente
a enredar alguma vítima inocente
propensa a solapar seus sonhos
a sorte é o sol raiando no horizonte
que a espanta e faz correr
até que venham novas sombras
ressuscitando o velho medo de morrer

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



28.12.05

em silêncio
 
O que pode haver no silêncio?! Tantas coisas o habitam... Não apenas uma ausência de palavras. A doçura silencia, o amargor silencia - tudo pode silenciar quando o silêncio falar das flores e das cores e dos amores - mas o silêncio também pode se calar para dizer que alguém é muito importante mesmo quando isto não esteja sendo verbalizado. Aí também o silêncio pode falar... Hoje, - bem no meio do silêncio, - sinto falta de uma voz!...

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



25.12.05

Natal
 


Estou desperto após o almoço de natal. Nada de álcool e nem excessos gordurosos. Foi um almoço trivial - na verdade, nem parecia uma ocasião especial. Mas é. Segundo o modo da fé, hoje celebramos um aniversário incomum. Há 2005 anos atrás, nascia um menino para mudar os rumos da história. Queiramos ou não, mede-se o tempo no ocidente com a referência AC-DC. Passei longos anos da minha vida negando a fé dos meus pais, mas sempre teve algo guardado em mim que um dia viria à tona. Tentei ser ateu e disse muitas vezes que era um. Mas acho que nunca cheguei a sê-lo realmente. Levantava os olhos para o céu e me imaginava viajando infinitamente sem poder chegar a uma barreira final. E se chegasse - ainda assim teria que haver algo além desta barreira. Essa impossibilidade de compreender a ausência de limites foi o ingrediente que me fez reconsiderar a fé dos meus pais. Ela fazia sentido. Alguém teria que ter concebido e realizado tudo o que há - inclusive a mim mesmo. Penso em minha história, penso em minha pessoa. Não concebo um dissolver em nada ao morrer. Creio que tudo continua de um novo jeito. E esse é o jeito cristão de ser. Por isso celebro o Natal, por isso creio na encarnação de Jesus Cristo - Deus humanado. Por isso posso me sentir feliz. Por difíceis que as coisas sejam - toda dor um dia terá fim e a felicidade plena se gozará no céu e tomo desde já por base a felicidade que aprendi - a partir dessa fé - a viver já - desde aqui!... Feliz Natal pra você - quer você acredite ou não!

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



21.12.05

letargia
 


ao sol dourar no horizonte
saboreie com o olhar
o gosto bom da pele macia
e sinta com o paladar
a tepidez de um corpo desnudado
entreteça todos os sentidos
e deixe rolar qualquer gemido
nenhuma dor
só um prazer enternecido
depois é só desfalecer
dormir um sonho descuidado
só acordar pela manhã
vencendo a inconsequência e a preguiça
abrir os olhos lentamente e sorrir...

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



20.12.05

papai noel existe...
 
há que buscar na fantasia
o encantamento que se esconde
pois o concreto se desfaz em pó
poeira fina que machuca olhos
no apático mundo real fora de si

o olhar percorre sinuosas poesias
e os fonemas abstratos ganham vida
lubrificando a aridez que se entranha
neste universo paralelo força estranha
fazendo mergulhar o ser em si

se ouvem neste canto as melodias
isentas dos acordes dissonantes
vibrando incessantes mundo afora
o tédio dos minutos formam horas
que adormecem sonhos infantis

lá dentro muitas renas enfeitadas
puxando seus trenós imaginários
trazem presentes esquecidos no passado
deslumbram a criança que há em mim
e recuperam os natais que esqueci

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



17.12.05

repartições biológicas
 
pontos múltiplos discretos
dividindo a pele
e juntando-as novamente
em linha indelével
nada foi retirado
nada foi incluído
apenas um reparo executado
por hábil manipulação
e enfim aquela sutura
meticulosamente tecida
convalesço
obedeço
e regresso ao lar
e à rotina
tudo bem...

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



11.12.05

viagens digitais
 
Combinei com todos os meus dedos - pois sou um polidigital, - vou liberá-los e deixar que conduzam meus pensamentos neste teclado liberal, ma non troppo. Dei uma pausa para respirar e os meus dedos foram tomando conta das frases e formando-as gentilmente. Muitas palavras se sucediam e talvez o sentido lhes faltasse. Mas o que importa? Que cada leitor encontre o seu próprio sentido escondido nas palavras. Isso ao menos foi o que disseram meus dedos recém libertados. Não havia pressa mas também não havia a necessidade de ruminar em pensamentos demorados. Simplesmente deixar que surgissem sentenças com ou sem qualquer significado. O que isso poderia significar? Olho demoradamente para os meus dedos mas em cada unha apenas vejo um sinal de interrogação ao lado da exclamação. Profiro um emblemático ahhhh... e continuo deixando livres meus digitais quase insensatos. Paro por um momento porque meu couro cabeludo começa a coçar e os dedos se ocupam em fazer essa tarefa despojada – a diferença é que agora percebo o quão importante é ter dedos, principalmente quando se tem coceiras. Olho ao longe pela janela entreaberta e percebo que o tempo hoje está tão nublado... que diferença faz para quem está dentro de casa, no conforto do próprio lar? Meus dedos tem nuances próprias e não parecem dispostos a me deixar filosofar. Então percebo uma guinada em seus movimentos e uma busca diferente de grafar sentenças que voam para outras direções nunca antes imaginadas. De repente era como se eu sobrevoasse uma praia deserta do nordeste, povoada apenas de muitas palmeiras frondosas e de folhagens balouçantes ao impulso de uma brisa ligeira. O mar não muito agitado espumava nas areias e haviam passos recentes estampados no solo arenoso e molhado. Um novo corte. Meus dedos me pareciam pouco confortáveis com o rumo da conversa. Não, não era nada disso. Eles queriam navegar mar adentro e dispensar a visão bucólica da praia desabitada. Embarcamos num pequeno barco à deriva e avançamos para águas mais profundas, mais e mais. Baleias e golfinhos brincavam ao redor e aumentava gradativamente o fragor das ondas na medida que avançávamos para o alto mar. Navegar pode ser um exercício cansativo e por isso começamos a desejar a aproximação de terra firme. Talvez viesse a calhar uma pacífica ilha no atlântico, ou uma atlântica ilha no pacífico. Um solavanco no barco revelou um banco de areia e ali ficamos encalhados por algum tempo. A maré vazante nos deixou em terra firme e desembarcamos. Eu e meus dedos na viagem desta fantasia. Alguém falou em voz alta ao meu lado. Puxa, será que dá pra você liberar esse computador?! Pai, você parece criança! Preciso terminar o meu trabalho da escola, poxa!...

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



9.12.05

frutos de época
 
Nessa época do ano, por onde quer que andemos só enxergamos nozes e avelãs. Nossa imaginação vagueia entre os tenders, perus e chocolates. Um gatilho comercial provoca fase aguda de enfeites, bolas coloridas, árvores iluminadas e entranhas doloridas. Nessa época festiva do natal ressoam os sinos dentro da gente para acordar todas as nossas melancolias. Ressuscitam todas as saudades do que não aconteceu ou do que ainda pode acontecer. Essa época que antecede o intenso pipocar dos rojões de fim de ano, do champagne do reveillon e que se repete religiosamente a cada 12 meses. Nessa época somos obrigados a dizer boas festas mesmo que nosso interior esteja fechado para balanço. É uma época de sorrisos espontâneos ou forçados e bebedeiras improvisadas. A palavra mais ouvida é confraternização e a prática é de meros tilintares superficiais. Nessa época em que quase nada acontece, e tudo podia acontecer... Talvez. Se a gente se deixasse conduzir pelos melhores sonhos e se os nossos sonhos não pudessem adormecer.
Ainda assim, tem alguma coisa nessa época que nos mantém estimulados a continuar. Nos permitimos a oportunidade de começar de novo! Tudo termina e tudo começa sob intensos fogos de artifícios. Talvez por isso tudo soe artificial. Talvez por isso rolem tantas moedas às vésperas do Natal. Talvez por isso o Menino passe despercebido e permaneça um quase desconhecido.
Talvez por isso eu deseje tão ardentemente dizer no meu silêncio o que não pronuncio de forma leviana: Feliz Natal!

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



4.12.05

oceano
 
ao longe algumas nuvens
quisera içar âncoras
deixando o barco flutuar
mas não aprecio atalhos
caminho em certo ritual
um passo segue outro passo
avanço lento mas seguro
a melancolia não fez mal
arrisco um tímido sorriso
piso a areia tépida e molhada
tenho sede dos abraços
que se perderam no passado
e das encruzilhadas
tive que optar
o que teria sido
fossem outras as escolhas?!
isso nem importa
não dá pra voltar
fecho os olhos
abro os braços
abraço a brisa que vem do mar...

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



2.12.05

seguindo avante
 
se fecho os olhos
amplio o campo de visão
e adentro um mundo particular
nele há muito sonho
há projetos e realizações
e às vezes me percebo
no limiar destes mundos
pé num, pé noutro
não é preciso decidir
não é um mais real
mais imaginário
mais especial
do que o outro
o meu mundo
é este mundo plural
composto pelos dois
embora eu seja um
e tudo seja igual
sonho acordado
acordo sonhando
mantenho o rumo
em busca do ideal
pois gosto muito de viver
reflito em sutil contentamento
e vou seguindo avante...

verbo rasgado por tarciso