H@_VIDA_DEPOIS_DOS_40
Make your own free website on Tripod.com







Nome: Tarciso






Contatos:

meu e-mail





meu site sobre o dízimo
e outros temas católicos:


Minha Página Católica

This page is 

powered by Blogger. Isn't yours?

apadrinhe uma criança
apadrinhe uma criança


CAROS NAVEGANTES:

os textos deste blog são de minha autoria, exceto quando for citada outra fonte




Blogs Coletivos
nos quais contribuo:


verso&prosa
encadeados


aos quatro
ventos







BLOGS PREDILETOS:

Não peço permissão para linkar (e, óbvio, deslinkar), mas se alguém não permitir o link aqui basta me alertar que eu removo, ok?!:

blog da
loba


blog do
camafunga


blog do
dirceu


coisas
de tio


cora
coralina


doce
rotina


entra
quem quer


fluxo da
consciência


jeanete
ruaro


joão
poeta


marcos
caiado


nada
demais


o micróbio e
suas infecções


oceanos
e desertos


pedro
paez


poeta
morto


pretensos
colóquios


profana
inquisição


rebel
bia


regis
marques


retalhos e
pensamentos


rodrigo setti's
place


sonhos
e utopias


teatro
da mente









O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil



Anel de Poesia
[ Inscreva seu site | | lista dos sites ]
[ aleatorio | <Anterior | Proxima> ]



tô no Blog List












online












26.11.05

levantar âncoras
 
o vento me convida
a abandonar o cais
e em remadas fortes
rumando o alto mar
o continente se apequena
e uma paz serena
balança sem cessar
fecho meus olhos
esqueço tudo
só faço navegar

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



23.11.05

impasse decisivo
 
Daquela vez não ia esperar qualquer opinião alheia. Pelo menos uma vez na vida deveria ser capaz de decidir alguma coisa sem ajuda. Era uma escolha simples, ou não?! Bem, não adiantava divagar mais. O relógio ia despertar e então já não haveria mais tempo... O gato ronronou ao lado da cama e abriu desmesuradamente a boca na sua preguiça felina! Sua cauda roçava o braço caído e ameaçava antecipar o serviço do despertador. Uma urgência inadiável reclamava pronta decisão. Mas o impasse persistia. Sabe quando tudo gira obsessivamente em torno de uma única idéia e ao mesmo tempo um torpor gigantesco toma conta?! Era o que acontecia. Quanto maior o esforço para a tomada de posição, maior também era a prostração e o desconforto. Uma pessoa tensa e trêmula, deitada ao lado de outra que em sua cálida nudez, dormia um sono profundo e isento de censuras. Não deixava de ser uma cena intrigante. Bela, diáfana e desconcertante. O gato abandonou o quarto para estatelar-se novamente sonolento numa das poltronas da sala. Mas o relógio ameaçava despertar e estragar tudo. Não, dessa vez não... ninguém ia estragar aquele momento e o prazer que ali usufruia. Decidiu atabalhoadamente. Levantou-se de forma sorrateira e com um riso maroto e quase infantil estampado, - travou o despertador, tirou toda a roupa e mergulhou sob as cobertas. Trabalho, escola, banco, academia? Esquece... se ajeita isso depois.

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



22.11.05

plastificado
 
com tintas e destempero
flui a mágoa destilada
decifrem as sua dores
não se esforcem - nem precisa...
é só um coração de isopor
e a minha mente de plástico
furada a bolha que sangra
bebido o asco leviano
dos afetos desprezados
baixa a guarda
cai o pano
guarda a seta na aljava
neste final melancólico
os aplausos viram vaias
nas vidas que continuam
basta secarem as lágrimas

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



20.11.05

vácuo
 
lavrar poesia crua
desnudada de temperos
fluindo em palavras livres
sentidas e ressentidas
desdenhe um olhar carente
e abraços reticentes
que não consumam fusões
fazendo dois seres serem
um despojado ninguém
com doçuras escondidas
e ternuras esboçadas
porém jamais proclamadas
no silêncio que as retêm
na expressão contundente
proferida de repente
calada quando convém

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



17.11.05

sonho acordado
 
Quisera voar e enxergar os campos livremente. Sobrevoar os montes, flutuar por sobre as correntezas. Queria concluir um a um os atos mais corriqueiros do viver. Cumprimentar, sorrir, dizer coisas simples e sem censuras. Porque então sinto truncado o meu agir?! Por que não digo o que penso? Por que calo o que há de melhor em mim?! Vítima do silêncio ou, quem sabe, apenas fugindo da mediocridade das minhas palavras. Por um momento quero ser um verbo. Tento e exprimo apenas a sua forma passiva. Fecho os olhos, cerro os lábios... adormeço. Volto ao começo de tudo e sonho um sonho que não cessa. Por uma noite tornei-me sonhador. Quando acordar não sei de mim. A vida é mesmo assim? Ou tudo não passa de um sonho?!

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



9.11.05

tambores
 
naqueles dias de medo
me disfarço em ousadia
fingindo não ter segredos
faço da noite o meu dia


Outro dia eu olhava pela janela descuidado quando, repentinamente, um inseto alado penetrou meu ouvido. Num reflexo estapeei-me produzindo um estampido. Ninguém ouviu, mas aqui dentro de mim, alguma coisa mudou... Eu mudei! Não dava, no entanto, pra filosofar com um corpo estranho e farfalhante se remexendo próximo aos meus tímpanos. Corri até a farmácia e mais com sinais do que com palavras apontei minha orelha direita enquanto gemia de medo e dor... Uma pinça e boa dose de paciência e o atendente retirou o incômodo corpo matado num pé-de-ouvido. Sorri como quem tivesse superado uma bobagem. Mas não. Era algo maior. Sobreveio a morte ao pensamento. Um estampido, um inseto - uma bala perdida, um gemido. O que teria sido de mim?! Olhei de novo pela janela... mas já não readquiri aquele olhar descuidado!...

verbo rasgado por tarciso


é possível comentar por aqui também

Comentando:



8.11.05

é hoje
 
não sei do amanhã
e vou tentando programá-lo
o futuro é um fog iluminado
que comporta algumas sombras
estou num lugar chamado hoje
só conheço o caminho do passado
e houveram alguns passos mal dados
mas creio que acertei a maior parte
ou aqui não estaria
não seria e nem veria
mas é hoje e aqui estou

verbo rasgado por tarciso