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28.7.05

refém do pensamento
 
parece fumaça subindo
de vez em quando também desce
a mente gera um pensamento
que ganha vida própria
e vai se distanciando
lanço um pensamento perseguidor
atrás do primeiro que se foi
isso é meio doido
porque a vida pede ajuda
há tanto por fazer
e o pensamento vai cuidar de tudo
então eu fecho os olhos
porém o pensamento continua
apago a luz
o pensamento ganha brilho
ele é meu pai
é meu irmão
ele é meu filho
às vezes me nauseia
vomita muitas letras
em dança desconexa
um pensamento me domina
me engana
distrai
e até ensina
me deixa enlouquecido
já ando rindo à toa
me flagro na garoa
e nem percebo o frio
meu pensamento é rio
eu sou apenas um barquinho

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26.7.05

angústia à brasileira
 
estupor
por isto
por aquilo
por tudo
pára o bonde
ou desço andando
e não importa o risco
enfrento o fisco
e o fiasco
tenho asco
deste imblóglio
faltará óleo
aos pinóquios
com seus narizes
emproados
causando náuseas
ao Brasil
e a mim...
reles brasileiro
de pouco dinheiro
todavia honesto

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25.7.05

partos de ilusões
 
me espanto com um sósia invisível
eu o vejo e ele a mim
acho que somos apenas um
fora de nós ninguém vê
ninguém viu
momentos de revolta
e a sonhada explosão
da Rosa de Hiroshima que floriu...
quando a minha mente navegava
no fluído rio das distrações
encontrei debaixo de um gemido
um alvo cravejado
e quase sem sentidos
um velho natimorto
já quase centenário
e não vivido
me disseram que não
mas não consigo afirmar
naquele espelho era eu
ou o esboço que sobreviveu
depois de tanto caminhar

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23.7.05

inquietante aconchego
 
contêm-me um corpo
um corpo que me tem
e que o tenho eu também
então pergunto a mim mesmo
eu tenho um corpo;
eu sou um corpo;
afinal - quem sou eu?
sei onde estou
só não sei perfeitamente
aonde vou, nem quando
o futuro em bons aromas
e agradáveis sabores
extasiantes cores
resta saber aonde
e resta saber quando
enquanto alço passos no caminho
depois me vejo no teu ninho
e então a tudo esqueço
no abraço que acalma
que me sossega a alma
mergulho e adormeço...

verbo rasgado por tarciso


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20.7.05

ruminando as palavras
 
Há muito
bem
por fazer
e
há muito
por fazer
bem...

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19.7.05

reflexos
 
não se façam perguntas
que sejam orfãs de respostas
pois crédulos não creem
incrédulos professam
nesta vida e não na outra
tudo pode mudar
e quiçá deva
hajam ou não argumentos
me apraz tirar as cascas
ainda que isso torne vulnerável
as íntimas camadas de mim
não sou ninguém pois sou alguém
e não sou nada embora seja pouco
não temo ser taxado louco
quem não o é?!
e tenho muita fé
no ser humano mais intenso
na vida que é bela
e em mim que sou reflexo
imperfeito, tênue complexo
do eterno "EU SOU" que é!...

verbo rasgado por tarciso


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15.7.05

mar revolto
 
desfaz o nó da gravata
e solta os laços da mente
nem precisa sair do seu lugar
descalço quer pisar a areia
molhando os pés de espumas
que o sussurro insinuante do mar
arranhe a ambos os ouvidos
e desperte a volúpia dos sentidos
provoquem odores inquietantes
ao movimento de musas morenas
em trajes provocantes
mas seu olhar avança mar adentro
em busca dos golfinhos
cachalotes, orcas e sereias
o sangue estanca em suas veias
seus pensamentos são gemidos
desmaia ou adormece desvalido
desperta em meio a madrugada
lança o olhar perdido ao universo
ninguém por perto
grita por socorro na alvorada
tremendamente só
no mundo totalmente abandonado
então a mão amiga o sacode
e acorda de verdade
liberto dos delírios gotejados

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13.7.05

efeito bumerangue
 
as lojas de conveniência se espalham
em franquias comerciais
que as pessoas adoram
porque lhes é conveniente
passear nos shoppings
e ver a própria imagem nos espelhos
ao lado de produtos sofisticados
em consumismo barato e disparado
às vezes isto custa caro
e neste imenso disparate
pode até faltar o que comer
mas nunca créditos no celular
pessoas no meio da multidão
já nem percebem as demais
as mais próximas
as iguais
e sonham sonhos marginais
de ser o que nunca serão
projetando em fantasias irreais
os bumerangues da desilusão

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9.7.05

desnudando devagar
 
Há certos dias que nos damos conta das embalagens que nos aconchegam. Sejam as paredes da casa, as cobertas bagunçadas ou a roupa que nos recobre a pele. Dias de entorpecimento e lentidão dos pensamentos. Hoje é um destes dias para mim. Lá fora está bastante frio e eu me refugio no calor doméstico. Tento estabelecer contatos mas tudo não passa de monólogos casuais. As pessoas não estão ouvindo umas às outras. Falamos todos ao mesmo tempo e somente ouvimos a nós mesmos. Sinto que está tudo bem e ao mesmo tempo parece que nada vai bem... Algumas pessoas que importam passam por provações, privações e a impotência exerce sobre nós o seu poder. Não há muito o que fazer. Tentamos. Desistimos e ainda corremos o risco de afastá-las em nossas tentativas atabalhoadas de ajudar... Deixamo-las ainda mais sofridas e solitárias. Solidários e calados nós ficamos. Não há, definitivamente, muito por fazer... Não quero correr o risco de sentir-me culpado por estar entorpecidamente bem, ainda que um pouco aborrecido. Não quero aborrecer-me mais e nem entendiar-me hoje! O sábado precede o domingo, o melhor dia da semana. Na verdade é a melhor noite. Sábado para domingo. Corro o risco de ser julgado tolo e o juízo pode ser verdadeiro algumas vezes - e há quem diga, sempre. É que acredito piamente no ser humano embora tenha tantas dúvidas sobre mim. A tolice anestesia certas dores. Por que levar tudo tão a sério? As vezes levo... Mas na maior parte do tempo eu rio de tudo, inclusive de mim... Não tenho certezas absolutas, tenho de absoluto só as muitas dúvidas que carrego. Cultivo-as desde a semente, vejo-as crescer, sorvo e me embrigado com o néctar de seus frutos... não é demência total e nem completa lucidez. Me encanta o descompromisso de flutuar assim no ar rarefeito e improvável do meu quotidiano. Pergunto em voz alta: quem sou eu? O eco não responde, apenas devolve-me a pergunta parecendo não se importar com as respostas... Quero ser, quero estar, quero viver! Quero o sorriso estampado em cada face. Pronto. Esse sou eu! Incrível é que eu gosto disso - de ser assim! Dirão que sou um tolo otimista - tenho que acrescentar: incorrigível, graças a Deus. Nem sei porque comecei meio pra baixo este post. Tudo vai ficar bem! Eu creio, - ou não seria quem eu sou - pode crer!

verbo rasgado por tarciso


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5.7.05

dura lex
 
a turba segue atônita
trovejam aos relâmpagos
a terra vai tremer
e a pátria vai sofrer
a ação dos vendavais

dos vândalos vampiros
e párias do poder
quem sabe 3 poderes
dos plenipotenciários
ao conto dos vigários

caminha a massa crédula
incrédulos ao ver
os sons semi-abafados
das mais de 30 moedas
desta nação traída

as togas vão se honrar?
cadeias transbordar?
dura lex sed lex
ou será sed latex?!
só o tempo vai dizer...

verbo rasgado por tarciso