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REFLEXÃO NA IMPLANTAÇÃO/REIMPLANTAÇÃO DO DÍZIMO


  1. Apresentação do trabalho diocesano, da equipe e do pregador
  2. O Dízimo é bíblico – é encontrado em muitos livros da Bíblia, desde o Gênesis até as cartas paulinas. No tempo das tribos de Israel, que eram em número de doze, existia a tribo de Levi que servia ao altar e não tinha nem campos para cultivar e nem rebanhos. Devia ser sustentada pelas outras onze tribos que separavam uma parte de suas colheitas e de seu rebanho e entregavam aos levitas, bem como aos estrangeiros, aos órfãos e às viúvas.
  3. O dízimo perdeu a sua força na Igreja católica aqui no Brasil, porque até a proclamação da república, os dízimos eram cobrados pelo estado e este repassava à Igreja. Como era um imposto e tinha uma administração falha, perdeu a sua credibilidade e gerou um certo preconceito no meio católico, que perdura até os dias atuais.
  4. Mas os bispos do Brasil em épocas recentes, voltaram a refletir nas Assembléias da CNBB e concluiram que o Dízimo é o mecanismo mais adequado para a sustentação das Igrejas em sua tarefa de evangelização. É o melhor sistema porque é bíblico, porque estimula a todos a contribuir, cada um conforme as suas posses e possibilita a eliminação de muitos artifícios de arrecadação que não tem absolutamente nada a ver com a missão de evangelizar da Igreja, como bingos, rifas, bailes, jantares, quermesses e outros eventos sem nenhuma dimensão de espiritualidade.
  5. Ainda mais importante, torna possível eliminar paulatinamente as taxas cobradas por ocasião da celebração de missas e batizados. No conceito popular, estas taxas, muitas vezes dão uma idéia, ainda que errônea, de mercantilização dos sacramentos.
  6. O plano de manutenção da diocese de Santo Amaro também determina que o Dízimo seja priorizado como sistema de sustentação da Igreja local.
  7. Se as autoridades da Igreja estimulam a implantação do dízimo nas paróquias, podemos dizer que o dízimo é um direito e também um dever de todo católico em participar e contribuir com a missão da Igreja, da qual cada um é membro.
  8. O valor arrecadado através da contribuição do Dízimo é aplicado em tres dimensões pastorais, a Dimensão Religiosa, a Dimensão Social e a Dimensão Missionária.
  9. Na Dimensão Religiosa, que é a mais diretamente ligada ao culto, o Dízimo destina-se a sustentar as despesas do templo e sua manutenção com água, luz, telefone, material de limpeza, som, bem como os salários dos empregados e do padre e as despesas do altar com velas, vinho, hóstias, alfaias, etc.
  10. Na Dimensão Social, o Dízimo destina-se a contribuir para assistir, através das pastorais sociais, as necessidades dos irmãos que tem dificuldades financeiras, doenças, desemprego, etc.
  11. Na Dimensão Missionária, o Dízimo destina-se a contribuir para a Evangelização da Igreja, fora do território da paróquia e mesmo do país. Aqui também entram a contribuição à Cúria Diocesana e ao Seminário.
  12. Embora o Dízimo não seja uma moeda de troca, sabemos que o dizimista tem a promessa de Deus de retribuir abundantemente a sua fidelidade na contribuição ao Dízimo. É o que nos garante a Palavra de Deus no texto do profeta Malaquias 3,10: "Pagai integralmente o Dízimo aos tesouros do templo, para que não falte alimento a minha casa. Fazei a experiência, diz o Senhor do Exércitos, e vereis se não vos abro os reservatórios dos céus e se não derramo bênçãos sobre vós, muito além do necessário".
  13. Por outro lado, embora a palavra dízimo tenha o significado de dez por cento, décima parte, São Paulo nos ensina que a nossa contribuição não necessita se basear num percentual rígido, o critério para definir o valor do dízimo é o impulso do nosso coração. Devemos contribuir com o máximo que o nosso orçamento possa suportar. Assim, quem pode dar 10% não contribua com menos. Quem puder dar 5% não dê 4, quem puder dar 3% não dê 2. "Dê cada um conforme o impulso de seu coração sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama a quem dá com alegria" II Cor. 9,7.

(Observação: Este texto poderá servir de elemento para a reflexão a ser feita nas missas de final de semana nas paróquias onde se promove a implantação ou reimplantação do Dízimo. Normalmente, esta reflexão é feita após a homilia proferida pelo sacerdote, que neste caso costuma ser bastante abreviada ou eventualmente suprimida).



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