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O Dízimo foi revogado pela Igreja?

Algumas pessoas supõem que o Papa João Paulo II revogou o mandamento eclesiástico sobre o Dízimo já que a redação dos mandamentos da Igreja aparece no Novo Catecismo da Igreja Católica de forma diferente do que era anteriormente conhecida e o quinto mandamento que antigamente dizia “Pagar os dízimos segundo o costume” passou a ter a seguinte redação: “Ajudar a Igreja em suas necessidades”, recordando com isso aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades.

O Catecismo é dirigido aos fiéis de toda a Igreja Católica e a realidade eclesial é muito variada e inserida nas culturas dos diversos continentes e países onde se encontra. Por isto as suas leis ou mandamentos são redigidos de uma forma genérica, ou seja, seus mandamentos obrigam a todos os católicos naquilo que é o mínimo essencial quanto à sua obrigação de participação nas liturgias, nos deveres sagrados e na sua responsabilidade quanto ao sustento material da Igreja e de seus ministros.

Olhando, pois atentamente à nova redação dos 5 Mandamentos da Igreja, nota-se que eles não sofreram qualquer mudança que reduzisse o seu sentido original e, logo, que a obrigação de contribuir para com a Igreja quanto às suas necessidades materiais não foi revogada, antes, foi explicitada de maneira ainda mais abrangente. Assim, não é correto afirmar que o Dízimo foi revogado pelo novo Catecismo da Igreja Católica, especialmente se o bispo na sua diocese e o pároco na sua paróquia recomendam o Dízimo como a forma privilegiada para que os fiéis atendam às necessidades materiais da Igreja particular ali presente.

Portanto, o dizimista fiel que cumpre os 10 Mandamentos da Lei de Deus e os 5 Mandamentos da Igreja, não apenas por cumprir uma obrigação legal mas por amor a Deus, à sua Igreja e aos irmãos, pode ter a sua consciência tranquila quanto à sua condição de dizimista na comunidade, pois para ele, quanto à sua solidariedade para com as necessidades da Igreja, é isto o que Deus quer, é o que a Igreja prescreve e é o que o seu coração generoso pede.



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