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            H@ VIDA DEPOIS DOS 40

...com pensamento, opinião e poesia em doses homeopáticas...

segunda-feira, 30 de abril de 2007

pensamento vespertino

Eu não vou falar do tempo, embora me sinta um tanto quanto traído por sua passagem tão fugaz. Apesar de viver eternamente o hoje, a saudade me remete ao passado e a ansiedade ao futuro. Mas não vou falar do tempo, ainda que os meses e anos se sucedam fazendo que os meus cabelos rareiem e os raros remanescentes embranqueçam. As crianças já se tornaram adultas e novas crianças surgem a cada dia. Os filhos têm seus filhos e sem pedir licença vão me fazendo avô – diga-se, - um deleite completo na existência. Mas também existem os espelhos e os comentários jocosos dos amigos. Não vou falar do tempo, mas percebo que a sua passagem pode conferir urgência a muita coisas. Não, nunca fui e nem serei um ancião lamentoso. Não hei de chorar o leite derramado. Não vou posar de vítima por ter deixado o tempo passar. Não, hoje eu não vou falar do tempo, porque não tenho esse tempo todo para falar...