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            H@ VIDA DEPOIS DOS 40

...com pensamento, opinião e poesia em doses homeopáticas...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

frutos de época

Nessa época do ano, por onde quer que andemos só enxergamos nozes e avelãs. Nossa imaginação vagueia entre os tenders, perus e chocolates. Um gatilho comercial provoca fase aguda de enfeites, bolas coloridas, árvores iluminadas e entranhas doloridas. Nessa época festiva do natal ressoam os sinos dentro da gente para acordar todas as nossas melancolias. Ressuscitam todas as saudades do que não aconteceu ou do que ainda pode acontecer. Essa época que antecede o intenso pipocar dos rojões de fim de ano, do champagne do reveillon e que se repete religiosamente a cada 12 meses. Nessa época somos obrigados a dizer boas festas mesmo que nosso interior esteja fechado para balanço. É uma época de sorrisos espontâneos ou forçados e bebedeiras improvisadas. A palavra mais ouvida é confraternização e a prática é de meros tilintares superficiais. Nessa época em que quase nada acontece, e tudo podia acontecer... Talvez. Se a gente se deixasse conduzir pelos melhores sonhos e se os nossos sonhos não pudessem adormecer.
Ainda assim, tem alguma coisa nessa época que nos mantém estimulados a continuar. Nos permitimos a oportunidade de começar de novo! Tudo termina e tudo começa sob intensos fogos de artifícios. Talvez por isso tudo soe artificial. Talvez por isso rolem tantas moedas às vésperas do Natal. Talvez por isso o Menino passe despercebido e permaneça um quase desconhecido.
Talvez por isso eu deseje tão ardentemente dizer no meu silêncio o que não pronuncio de forma leviana: Feliz Natal!